Os factos aqui descritos continuarão a ser tratados, mesmo depois da sua deposição e até á sua morte
sábado, 23 de outubro de 2010
A família real em Gibraltar
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
A partida para o exilio
D.Manuel II acaba por deixar o Paço, cedendo à pressão do governo que lhe pede para libertar as tropas que o defendiam e que são necessárias no Rossio e na Rotunda para combater os revoltosos, cedendo também aos apelos da mãe que não estava disposta a perder o filho que lhe resta.
Pensa-se que terão sido esses apelos de D. Amélia que o dissuadiram de vestir o uniforme militar e a colocar-se à frente das tropas.
D. Manuel chega a Mafra sem problemas, mas aí descobre que não tem quem o proteja. Ao final da tarde chegam também a Mafra a rainha D. Amélia e a Rainha D. Maria Pia.
Em Lisboa, no dia 5 de Outubro, um cessar-fogo inesperado provocado pelo encarregado de negócios alemão, precipita os acontecimentos e, na prática, denuncia as fragilidades militares das forças fiéis ao regime.
Em Mafra, o monarca desperta para um país onde se espalham telegramas que anunciam um novo regime e uma nova bandeira.
A cada minuto que passava tornava-se mais embaraçosa a presença da família real em Mafra. A chegada de D.José de Melo, irmão do conde da Sabugosa vindo da Ericeira, trazendo a notícia, que o iate real se encontrava ali fundeado, vindo de Cascais e trazendo o tio do rei D.Afonso.
Sem alternativa, o rei parte então de Mafra para a Ericeira, esboçando o plano de partir para o Porto,do que viria a ser dissuadido
Na praia da Ericeira embarcam então em duas barcas de pescadores, sendo que uma delas se chamava BOM FIM, exactamente aquela onde seguia o rei e que contradizia o momento porque passava
A bordo, o Rei retirou-se para o camarote e numa folha com timbre do iate real escreveu ao presidente do Conselho do seu Governo: «(...) Tenho a convicção de ter sempre cumprido o meu dever de Rei em todas as circunstâncias e de ter posto o meu coração e a minha vida ao serviço do meu País. Espero que ele, convicto dos meus direitos e da minha dedicação, o saberá reconhecer! Viva Portugal! 5 de Outubro de 1910».
A Carta demorou meses e meses para ser conhecida, e foi uma cópia.
Inicialmente o Rei ainda pensou seguir para o Porto e aí reunir-se com os apoiantes do regime, mas perante a incerteza e aconselhado a salvar a família real, dirigiu-se para Gibraltar.
A rainha D. Amélia soluçava e dizia, profética: «Do exílio não se volta!»
domingo, 10 de outubro de 2010
Marcha da revolução republicana(3ªParte)
- As forças monárquicas
- O 2º banquete oferecido a Hermes da Fonseca
terça-feira, 5 de outubro de 2010
A Marcha da revolução republicana(2ªParte)

- A tomada do corpo de Marinheiros
- A tomada dos navios da Armada
- O suicídio de Cândido dos Reis (na foto)