Depois do fim da ocupação de Monsanto, segundo o governo republicano, era preciso acabar com a rebelião no Norte. Embora no Porto, as notícia do que acontecera em Lisboa trouxessem grande consternação aos monárquicos , mas a formação do governo de Relvas acabaria com ambiguidades e o país tinha que escolher entre o regresso dos democráticos ou o do Rei.
Os revoltosos do norte tinham formado uma Junta governativa, presidida por Couceiro que acumulava com os ministérios da Guerra e da Marinha, Sollari Allegro no Reino, Luis Magalhães nos Estrangeiros o Comércio e Industria para o conde de Azevedo e Silva Ramos com o Trabalho.
Porém tudo falharia desde os apoios internacionais, até ao do próprio D.Manuel que considerava a aventura de Paiva Couceiro uma coisa sem sentido e que os revoltosos tinham avançado sem o seu consentimento
As tropas republicana saídas de Lisboa, avançavam a caminho do Porto, para abafar a revolta e pelo caminho tomam Lamego no dia 10 de Fevereiro. enquanto decorriam combates em Mirandela e as forças monárquicas em Estarreja tentava opor-se às republicanas concentradas em Aveiro
Uma vez caída esta barreira monárquica e tomada a Régua a queda do Porto estava eminente e perante isso, os chefe mais proeminentes de Paiva Couceiro a Carvalho da Silva e Joaquim Rangel procuraram refugio na Galiza.
A 20 de Fevereiro de 1919 acabou o sonho de restauração monárquica que durara no Norte um mês e um dia-
Na sequência deste desfecho, D.Manuel terá dito "Continuo cada vez mais preocupado com o futuro do nosso querido Portugal, sobretudo após o crime que se cometeu em Janeiro, contra todas as minhas instruções e ordens.
Este acontecimentos e a posição de D.Manuel, viriam a marcar em definitivo a cisão na causa monárquica entre integralistas (que viriam a abandonar a obediência ao Rei) e constitucionalistas
Os factos aqui descritos continuarão a ser tratados, mesmo depois da sua deposição e até á sua morte
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segunda-feira, 23 de julho de 2012
A monarquia do Norte-O fim
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sexta-feira, 4 de maio de 2012
A monarquia do Norte-Instauração
Após a morte de Sidónio Pais acentuou-se o perigo dos conservadores perderem o poder e dum regresso dos democráticos ao poder o que significaria que os monárquicos ficariam de novo na ilegalidade.
Segundo diz o prof.Adelino Maltez
O governo vive a pressão das juntas militares monárquicas e das reacções político-militares republicanas. Como salienta Cunha Leal, a congregação sidonista do republicanismo moderado com o religiosismo católico veio a soçobrar, já depois da sua morte, por força do irridentismo monarquizante.
·Em 18 de Dezembro, juntas militares monárquicas, com Silva Ramos, Carvalho da Silva, Sollari Alegro, Cunha Prelada e Aires Abreu, lançam ultimato ao presidente, para este constituir um ministério de força. Cruz Azevedo põe em causa a lealdade do então ministro da guerra, Álvaro de Mendonça
·Em 23 de Dezembro Tamagnini constitui governo, tentando o meio termo. Nesse mesmo dia João de Almeida tenta um pronunciamento militar monárquico, levando para a serra de Monsanto vários regimentos. Unidades de infantaria, comandadas pelo tenente-coronel Pimenta de Castro e de engenharia não alinham. e, no Porto, constitui-se uma Junta Governativa Militar que, em 3 de Janeiro de 1919, se proclama herdeira e representante da herança sidonista.
Em 8 de Janeiro, Tamagnini Barbosa apresenta novo gabinete perante as Câmaras. Em defesa da "República Velha", Cunha Leal, no Parlamento, e Machado Santos, no Senado, acusam o chefe do governo de cedências às Juntas Militares.
Secundando estas acusações, eclode uma revolta militar favorável à Constituição de 1911 na noite do dia 10, quase simultaneamente em Lisboa (Castelo de S. Jorge e Arsenal de Marinha), Covilhã e Santarém.
Em Lisboa e Covilhã os revoltosos foram rapidamente dominados, mas tal não aconteceu aos militares que, na madrugada do dia 11, se pronunciaram em Santarém. Os revoltosos pediam ao presidente da República a formação de um “governo de concentração republicano” onde ficassem representados os partidos da “Republica Velha”.
Os revoltosos de Santarém depõem as armas no dia 15, perante o tenente Teófilo Duarte,
Porém a 19 de Janeiro Paiva Couceiro com um milhar de soldados, algumas peças de artilharia e o Grupo de Metralhadoras da Guarda Republicana restaurava no Porto a Monarquia Constitucional, hasteando-se a bandeira portuguesa do tempo da Monarquia (Azul e Branca) e cantando-se o hino da Carta Constitucional.
Entretanto é formado um governo nacional provisório formado por
Segundo diz o prof.Adelino Maltez
O governo vive a pressão das juntas militares monárquicas e das reacções político-militares republicanas. Como salienta Cunha Leal, a congregação sidonista do republicanismo moderado com o religiosismo católico veio a soçobrar, já depois da sua morte, por força do irridentismo monarquizante.
·Em 18 de Dezembro, juntas militares monárquicas, com Silva Ramos, Carvalho da Silva, Sollari Alegro, Cunha Prelada e Aires Abreu, lançam ultimato ao presidente, para este constituir um ministério de força. Cruz Azevedo põe em causa a lealdade do então ministro da guerra, Álvaro de Mendonça
·Em 23 de Dezembro Tamagnini constitui governo, tentando o meio termo. Nesse mesmo dia João de Almeida tenta um pronunciamento militar monárquico, levando para a serra de Monsanto vários regimentos. Unidades de infantaria, comandadas pelo tenente-coronel Pimenta de Castro e de engenharia não alinham. e, no Porto, constitui-se uma Junta Governativa Militar que, em 3 de Janeiro de 1919, se proclama herdeira e representante da herança sidonista.
Em 8 de Janeiro, Tamagnini Barbosa apresenta novo gabinete perante as Câmaras. Em defesa da "República Velha", Cunha Leal, no Parlamento, e Machado Santos, no Senado, acusam o chefe do governo de cedências às Juntas Militares.
Secundando estas acusações, eclode uma revolta militar favorável à Constituição de 1911 na noite do dia 10, quase simultaneamente em Lisboa (Castelo de S. Jorge e Arsenal de Marinha), Covilhã e Santarém.
Em Lisboa e Covilhã os revoltosos foram rapidamente dominados, mas tal não aconteceu aos militares que, na madrugada do dia 11, se pronunciaram em Santarém. Os revoltosos pediam ao presidente da República a formação de um “governo de concentração republicano” onde ficassem representados os partidos da “Republica Velha”.
Os revoltosos de Santarém depõem as armas no dia 15, perante o tenente Teófilo Duarte,
Porém a 19 de Janeiro Paiva Couceiro com um milhar de soldados, algumas peças de artilharia e o Grupo de Metralhadoras da Guarda Republicana restaurava no Porto a Monarquia Constitucional, hasteando-se a bandeira portuguesa do tempo da Monarquia (Azul e Branca) e cantando-se o hino da Carta Constitucional.
Entretanto é formado um governo nacional provisório formado por
- Presidência Fazenda e Subsistências-Henrique Paiva Couceiro
- Reino-António Sollari Alegro
- Negócios Eclesiásticos e de Justiça e Instrução-Visconde do Banho
- Guerra Marinha e Comunicações-João de Almeida
- Estrangeiros-Luís de Magalhães
- Obra públicas correios e telégrafos-Artur da Silva Ramos
- Agricultura Comércio Indústria e Trabalho-Conde de Azevedo
Com a excepção de Chaves, no norte do país todos as cidades aderiram ao movimento de restauração da Monarquia.
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Acontecimentos no ano de 1912(2ºparte)

- Ultimato do governo espanhol às forças monárquicas
Atendendo ao facto do governo republicano ter conseguido o reconhecimento internacional, legitimava que Portugal exigisse à Espanha a obrigação de exigir ás forças de Paiva Couceiro acantonadas na Galiza que abandonassem a zona.
Perante essa exigência o presidente do conselho Canalejas decidiu fazer cumprir o direito internacional e em Junho de 1912, punha em ultimato aos emigrados na Galiza, "ou abandonavam a Galiza ou entravam em Portugal", impedindo que premanecessem indefinidamente naquele território em atitude hostil, perante o governo republicano de Portugal.
Passaram então os combatentes monárquicos a estacionar menos na mesma zona, movimentando-se no máximo possível de manobras que não revelassem a sua presença. Essa movimentação, por outro lado, dificultava as comunicações entre eles e obviamente tornava premente a tomada duma decisão sobre acção da desenvolver
Perante essa exigência o presidente do conselho Canalejas decidiu fazer cumprir o direito internacional e em Junho de 1912, punha em ultimato aos emigrados na Galiza, "ou abandonavam a Galiza ou entravam em Portugal", impedindo que premanecessem indefinidamente naquele território em atitude hostil, perante o governo republicano de Portugal.
Passaram então os combatentes monárquicos a estacionar menos na mesma zona, movimentando-se no máximo possível de manobras que não revelassem a sua presença. Essa movimentação, por outro lado, dificultava as comunicações entre eles e obviamente tornava premente a tomada duma decisão sobre acção da desenvolver
- A 2ºincursão de Paiva Couceiro
A pressão exercida sobre os dirigentes do movimento monárquico aumentava a cada dia, também porque a despesa em cada dia aumentava mais, devido à integração de alguns reforços vindos de Portugal.
Assim em princípios de Julho, Paiva Couceiro entra em Portugal com uma coluna de 450 homens, 2 canhões, 2 metralhadoras, 350 espingardas Mauser e 4000 balas, Acompanhados por uma coluna miguelista comandada por Sousa Dias.
Um outra coluna comandada por Vitor Sepúlveda, com 200 homens, irá atacar a praça fronteiriça de Valença, o que intentou a 6 de Julho.
Foram repelidos pelos defensores que os obrigou a retirar para a Galiza, onde as autoridades espanholas procederam ao seu desarmamento. No dia seguinte, Paiva Couceiro e Sousa Dias atravessaram a fronteira com o objectivo de atacarem Chaves, contando com o apoio de eventuais guerrilhas internas, o que não chegou a acontecer.
A coluna de Sousa Dias foi arrasada nas cercanias de Vila Verde, por forças republicanas, sendo obrigada a retirar para Espanha Também Couceiro não obteve os melhores resultados, face à resistência de Chaves e sobretudo devido á chegada ao local da escaramuça, da força republicana que tinha derrotado Sousa Dias, que agora com violentos ataques de artilharia, destroçaram por completo as tropas de Couceiro, que se viram obrigadas a retirar para Espanha, deixando no terreno 167 prisioneiros além das baixas.
Acabara assim a aventura monárquica na Galiza
Assim em princípios de Julho, Paiva Couceiro entra em Portugal com uma coluna de 450 homens, 2 canhões, 2 metralhadoras, 350 espingardas Mauser e 4000 balas, Acompanhados por uma coluna miguelista comandada por Sousa Dias.
Um outra coluna comandada por Vitor Sepúlveda, com 200 homens, irá atacar a praça fronteiriça de Valença, o que intentou a 6 de Julho.
Foram repelidos pelos defensores que os obrigou a retirar para a Galiza, onde as autoridades espanholas procederam ao seu desarmamento. No dia seguinte, Paiva Couceiro e Sousa Dias atravessaram a fronteira com o objectivo de atacarem Chaves, contando com o apoio de eventuais guerrilhas internas, o que não chegou a acontecer.
A coluna de Sousa Dias foi arrasada nas cercanias de Vila Verde, por forças republicanas, sendo obrigada a retirar para Espanha Também Couceiro não obteve os melhores resultados, face à resistência de Chaves e sobretudo devido á chegada ao local da escaramuça, da força republicana que tinha derrotado Sousa Dias, que agora com violentos ataques de artilharia, destroçaram por completo as tropas de Couceiro, que se viram obrigadas a retirar para Espanha, deixando no terreno 167 prisioneiros além das baixas.
Acabara assim a aventura monárquica na Galiza
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domingo, 16 de janeiro de 2011
Acontecimento no ano de 1911
- A primeira incursão monárquica
Apesar da apreensão face ao êxito da incursão que se preparava, D.Manuel não deixou de enviar uma proclamação a Paiva Couceiro, lamentando não poder estar presente, mas o "seu coração de português e amante do seu País estava com eles". Que Deus proteja a nossa Santa Causa e mais uma vez abençoe a bandeira das Quinas e aqueles que sob ela vão combater pela Pátria e pelo Rei.
Como referi anteriormente a incursão de Couceiro, entrando em Portugal por Cova de Lua, Espinhosela e Vinhais, onde foi hasteada na varanda da Câmara Municipal a bandeira azul e branca, e tomam Chaves.
Três dias mais tarde, derrotadas pelas forças republicanas, as tropas de Paiva Couceiro retiram-se para a Galiza.
O que ficava patente era que D.Manuel apoiava Couceiro, mas este revés veio acabar com as poucas esperanças que depositava na reposição monárquica, Couceiro porém não estaria disposto a aceitar esse revez como definitivo
- Acordo entre D.Manuel e Paiva Couceiro
Recorde-se agora que desde a aventura miguelista que a família real estava separada, contudo desde o regicídio em 1908, alguma aproximação tinha havido, devido à apresentação das condolências por parte dos "miguelistas".
Ora Couceiro face ao malogro da primeira incursão entende que a repetição de eventual incursão só seria possível com a reunião de TODOS os monárquicos.
Porém a D.Manuel não pode colocar-se a questão plebiscitaria acerca do trono pois como rei aclamado de Portugal, não poderia aceitar qualquer outra situação que não fosse a sua nova aclamação, face a eventual restauração.
Na sequência dessa situação, cada oficial presente na Galiza, escreveu uma carta em que se declarava pela monarquia constitucional, o que significava fidelidade ao rei D.Manuel e a Paiva Couceiro enquanto comandante chefe da revolta.
Todas essa cartas foram enviadas a D.Manuel que pediu a comparência de Couceiro em Richmond e da conferência entre ambos resultou o abandono pela parte de Couceiro, da sua posição política plebiscitaria, mas em contra partida Couceiro conseguiu que D.Manuel concordasse com o prosseguimento dum entendimento com os seus primos miguelistas.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
A presença de Paiva Couceiro na Galiza

A figura de Paiva Couceiro foi perante o desenrolar dos acontecimentos, quer durante os dias da revolução republicana, quer nos tempos que se seguiram, a grande figura militar da resistência republicana
O respeito com que foi tratado nos primeiro tempos da Republica que nunca pretendeu antagoniza-lo, por reconhecer o seu passado, não obstante a resistência armada que tentou opor aos revoltosos, não colheu os frutos que o governo provisório pretendia, até que o manifesto que Couceiro entregara ao governo provisório em 18 de Março de 1911 no qual concedia aquele órgão republicano 24 horas para decidir, efectuar um plebiscito nacional para que fosse entregue ao povo a decisão de escolher entre a Monarquia e a República, veio precipitar a rotura dele com o poder Republicano
A decisão do governo de o mandar prender, não foi conseguida, porque avisado a tempo Paiva Couceiro, refugia-se em Vigo na Galiza, para onde embarcou saindo num paquete inglês.
Esta tomada de posição de Couceiro, vem animar não só o grupo de emigrados que lá se encontrava, no sentido de formar um movimento que pudesse provocar um levantamento nacional em Portugal que restaurasse a monarquia, confiantes que uma vez entrado em Portugal, a população os seguiria em massa.
Couceiro porém, passou a considerar que esse movimento que iria entrar em Portugal, se deveria apresentar como um movimento neutro, no sentido em que pensava fazer restaurar a monarquia de acordo com o resultado do plebiscito que ele exigira ao governo provisório.
Parece contraditaria esta posição de Paiva Couceiro, face ao seu arreigado apego à Monarquia, que só se explicará, pelo seu apego ainda maior, à sua própria palavra, pois não devemos esquecer que foi esse o teor da exigência que fizera ao governo provisório, para além do facto de estar absolutamente convencido que a causa monárquica, não deixaria de vencer esse referendo
Contudo esta atitude não agradou a D.Manuel, que pretendia que esse movimento se fizesse em torno da sua própria figura, como rei legítimo de Portugal e não através da eventualidade, do resultado dum referendo.
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