Querendo ver outros blogs meus consultar a Teia dos meus blogs
Mostrar mensagens com a etiqueta Ana Castro Osório. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ana Castro Osório. Mostrar todas as mensagens

sábado, 13 de março de 2010

Acontecimentos no ano de 1909(4ªParte)

  • Julho,7-Ana de Castro Osório e a condição feminina.

Foi publicado no jornal ‘O Século’, um artigo da autoria de Ana de Castro Osório dedicado à questão da condição feminina.

Advogou Ana Osório que a mulher portuguesa trilhara um fértil caminho, saindo progressivamente da sombra em que se achava mergulhada. Cada vez mais consciente do seu lugar e do seu próprio direito, a mulher portuguesa tomava parte activa nos rumos e destinos do País.

A autora explicou ainda que um dos objectivos da recém-criada Liga das Mulheres Portuguesas era, precisamente, consciencializar a mulher acerca dos seus direitos. Adicionalmente, procurava a Liga prover à independência moral e económica das mães portuguesas, apostando na criação de Maternidades, e procurando desenvolver cursos que as capacitassem ao trabalho fora do lar. Destacou, neste contexto, a enfermagem, como sendo uma profissão honesta e útil, à qual se dedicavam já diversas mulheres em vários países.

Fonte: O Século nº 9896, 5 Julho 1909, p. 2.


  • Julho,21- Congresso Nacional Operário
Escassos quatro meses após o congresso de Setúbal do PRP que optara pela solução armada, reúne-se simultaneamente em Lisboa e Porto o Congresso Nacional Operário reunindo, em conjunto, perto de uma centena de estruturas sindicais, mutualistas e políticas.

As divergências já assinaladas conduzem a que as organizações influenciadas em geral pelos anarquistas abandonem o Congresso e realizem uma iniciativa que daria origem a nova reunião em Setembro desse ano.

Pese o agravamento das divisões, a componente de luta reivindicativa manteve-se, mas a situação gerou uma complexa aproximação entre os anarquistas e a Carbonária, não tanto por identidades de orientações político-ideológicos, mas pela proximidade gerada pela apologia do recurso à violência.

(Fonte -o Militante)

  • Julho-Consiglieri Pedroso é eleito presidente da Sociedade de Geografia
O republicano Consiglieri Pedroso é eleito presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa, uma importante instituição científica . O movimento republicano tendia a dominar as mais importantes instituições culturais,

A Sociedade de Geografia de Lisboa é uma sociedade científica criada em Lisboa no ano de 1875 com o objectivo de em Portugal promover e auxiliar o estudo e progresso das ciências geográficas e correlativas. A Sociedade foi criada no contexto do movimento europeu de exploração e colonização, dando na sua actividade, desde o início, particular ênfase à exploração do continente africano.

terça-feira, 3 de março de 2009

I Congresso Nacional do Livre Pensamento

Em Abril realizou-se o I Congresso Nacional do Livre Pensamento em Lisboa. Um grupo de não católicos à semelhança de muitos outros como a Maçonaria, intitulavam-se sem religião e tinham como objectivo fundamental o combate ao clericalismo, e consequentemente às ideias que resultavam desse princípio religioso.

Um dos aspectos mais proeminentes era o das reivindicações feministas, que aparecem pela primeira vez em destaque e de forma sistematizada neste congresso em Abril de 1908

Nele esteve presente uma importante delegação feminina, composta por Adelaide Cabete, Amélia Levy de Sousa Lobo, Ana Maria Gonçalves Dias, Judite Pontes Rodrigues, Lucinda Tavares, Maria Clara Correia Alves, Maria Veleda, Carolina Beatriz Ângelo, entre outras, onde se preconizava "reconhecimento da absoluta liberdade da mulher, com relação ao exercício de todos os direitos individuais, civis, políticos e profissionais" e se exigiu a educação intelectual, moral e física da mulher, o direito a ter uma profissão, que a habilitasse a "lutar contra a prostituição e a miséria, chegando a ser defendido o amor livre e condenado o casamento tal como era então concebido e praticado.

O núcleo central era formado por médicas todas elas de tendência republicana e maçónica como era o caso de Beatriz Ângelo que com Ana Castro Osório, Adelaide Cabete e Maria Veleda, as lideres e companheiras no Grupo Português de Estudos Feministas, que mais tarde, transitarão para a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, que começavam a dar forma igualmente às primeiras reivindicações "organizadas" do direito ao voto ainda que apenas para uma minoria.